Botânico ganha estrutura e tira projetos do papel.

 Quando chega para trabalhar, bem cedo, no Jardim Botânico de Bauru, o engenheiro agrônomo  Luiz Carlos de Almeida Netto tem uma visão privilegiada: a luz do sol bate nos galhos de um amendoinzeiro e os raios se espalham em feixes. Para ele, é como uma benção para o dia começar bem.

 
Nos últimos tempos, os dias têm sido positivos para o diretor da área de preservação, localizada ao lado do Zoológico.
 
Ele começa a concretizar projetos que têm para o espaço desde que assumiu o cargo, há 14 anos - o Botânico tem 16.
 
“Vamos ter um dos melhores Jardins Botânicos do Brasil”, garante.  
 
A ampliação prevê a construção de um novo recinto para o já conhecido orquidário e um para as bromélias. Eles se integração ao espaço que abriga os diversos tipos de samambaias existentes no local.
 
O atual orquidário será transformado num centro de visitação, com exposições, salas interativas, divulgação de trabalhos e venda de souvenirs.
 
Netto também planeja usar o lago já existente num espaço para plantas aquáticas que poderão ser visitadas. 
 
Perto da sede, está em construção o centro educacional do Jardim Botânico. 
 
Ele também comemora a contratação de novos funcionários, já autorizados pela administração. Entre eles dez guardas-parques, que darão mais segurança aos animais e plantas do local, inclusive na trilha de 1.800 metros e capacidade para 35 pessoas ao mesmo tempo. 
 
O respeito à natureza, o que inclui a necessidade de silêncio durante as visitas, é uma das preocupações do diretor.
 
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), ambientalista que tem o hábito de frequentar e fotografar a área verde, autorizou a execução dos projetos de ampliaçao e estruturação.
 
A melhoria na estrutura e a ampliação das áreas de visitação faz com que a direção aumente a divulgação do Botânico, ainda desconhecido para grande parte da população. 
 
Hoje, o jardim tem site, blog e está no Twitter. 
 
Ano passado, sediou apresentações musicais nos domingos de manhã, no projeto Um Canto no Botânico. Os shows continuam este ano, em datas ainda não marcadas.
 
As apresentações foram uma oportunidade de atrair um público que gosta de música e integração á natureza. 
 
“Fizemos pesquisas durante as apresentações e percebemos que veio um público novo. É bacana isso”, diz Netto. 
 
Ano passado, 38 mil pessoas visitaram o Botânico. A tendência é a frequência aumentar com a ampliação.
 
“Vai ser uma opção de lazer para a cidade”. 
 
Hoje, por meio do cadastro, 600 pessoas recebem informações sobre o local via email.
 
Pesquisadores de fora da cidade já conhecem a potencialidade do Botânico e o escolhem para alguns de seus trabalhos.
 
Uma das pesquisas recentes é a do biólogo Maurício Papa de Arruda, que estuda os anfíbios.
 
A espécie alvo do estudo do pesquisador é o sapo escavador Proceratophrys moratoi, ameaçado de extinção.
 
O local também já recebeu a visita de um fotógrafo alemão especializado em aves. Lá, ele encontrou à disposição nada mais do que 150 espécies.
 
Preservação é o objetivo
 
A missão de um Jardim Botânico é promover a conservação de plantas, com a proteção de espécies silvestes, raras e ameaçadas de extinção
 
10 Guardas-parques serão contratados em concurso público já autorizado pela administração municipal
 
Visita também pode ser pela internet
O site oferece aos visitantes uma visita virtual à área. Endereço: www.jardimbotanicobauru.com.br
 
2008
É o ano em que Bauru resolve o problema da invasão de posseiros no espaço. Todos foram retirados. A invasão era tratada pela direção como a mais grave ameaça
 
Recanto de sombra e ar puro 
 
Frequentadores elegem Jardim Botânico como passeio para aproveitar canto dos pássaros e o vento fresco no rosto
 
Luly Zonta
Agência BOM DIA
 
Três garotas entram na trilha no maior pique, uma moça de saia e chapéu passeia devagar com o seu par, que carrega uma rosa branca na mão... Parece cena de filme, mas não é. 
 
É simplesmente um correr de olhos pelo Botânico numa manhã de sábado. O movimento maior é no domingo. Dia oficial do descanso e da boa forma.
 
E descansando ao som do gorjeio dos pássaros está o casal de comerciantes Mayumi Miabara Estillac Leal, 39 anos e Nilson Estillac Leal, 48, sentado em um dos bancos construídos com troncos de árvores.
 
“Faz 10 anos que conhecemos o Jardim Botânico”, diz Mayumi. “Desde sua criação trocamos o passeio no zoológico  pelas caminhadas por aqui. A gente vem para fazer uma trilha, faz duas e ainda não queremos ir embora.”
 
O casal bauruense, que mora na Bela Vista passou uma temporada trabalhando no Japão e está de volta à cidade há três meses e um dos primeiros passeios retomados foi o roteiro de saúde e lazer no Botânico.
 
“Melhorou muito, ficou muito bonito, tem uma área em obras, mas eles podiam deixar aberta a parte da trilha que passa pelo riozinho. Tem um lugar que a água passa sob as pedras que é muito bonito”, salienta.
 
O marido Nilson relembra que o trecho foi interditado porque algumas pessoas queriam nadar no riacho e ressaltou que a segurança é um dos pontos fortes da trilha no parque. “No começo [dez anos atrás], eu tinha até um certo medo, mas hoje tem sempre gente para nos fazer companhia e sempre tem um funcionário com um radinho de comunicação. A gente fica é bem à vontade”, comenta.
 
Um dos passatempos preferidos do comerciante é assobiar chamando os saguis. Ele conta que, minutos antes da chegada da equipe do BOM DIA, observava um pica-pau no topo da árvore que lhe fazia sombra.
 
Outro “canto” no Botânico que é hoje um espaço que o casal faz questão de passar o tempo colocando a conversa em dia é o anfiteatro “feito” com bambu e de onde avistam dois jardins japoneses para matar a saudade.
 
Eles não sabiam que neste espaço é realizado o “Canto no Botânico”, mas prometem que este ano vão ser frequentadores assíduos e avisar os familiares apaixonados por música.
 
“Tinha agora há pouco uma família tirando fotografia aqui, quando trago um livro não vou mais embora”.
 
Redário / Uma das sugestões que o casal faz para a administração do jardim é a implantação de um redário. “Já imaginaram uma rede aqui? A gente muitas vezes traz um lençol para descansar na natureza nos sábados à tarde e aproveitar o vento gostoso no rosto.”
 
Os piqueniques entre amigos e as excursões de escolas e empresas também são uma constante no lugar, onde fazer novos amigos é uma constante.
 
Segundo, o casal basta cumprimentar uma ou duas vezes durante a caminhada, para ao final as pessoas puxarem papo e muitas vezes combinarem a atividade da próxima semana.
 
Os músicos que fizeram parte do “Canto no Botânico” também avaliam como positiva a iniciativa de integrar a música, o público e a natureza.
 
Fonte da informação: Cristina Camargo  - Jornal Bom Dia 13/02/11.
 
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